quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O final de Vinte e Três.

Guto Garcia

Numa fazenda, na querência de Tempos.
Velho senhor olha o pampa,
Cuja não reconhece mais.
Filho de 23, nascido antes.
Viu tamanho embate.

Filho de herança Maragata.
Sulino, gaúcho.
Herdeiro do Charque,
Qual já viera fortunas.

Viu transparecer os últimos caudilhos.
Borges de Medeiros, herdeiro de Castilho,
Getúlio, Brizola.
Agora já não os vê mais.

Como Suas rugas quase centenárias
Viu o sumiço de sua raça.
Campeira, valente, rústica, maragata.
Num forte soprar do Minuano

Nascido no ultimo embate
Perdeu o auge, sobrou a queda.
O Rio Grande já não é tão grande
Governado por outros.

Mas hoje, já fraco, não importa.
Viu quase um século de história,
Mas nesse já não verá mais,
Morrerá junto com este Rio Grande
Que Hoje não se acha mais.

5 comentários:

Rodrigues Bomfim disse...

Belo poema, pura reflexão realista, homenagem e critica a terra dos lendários políticos, Getúlio e Brizola.

Abraços
ótima semana.

Jacila disse...

Muito bom!
Linda homenagem aos caudilhos do pago sulino. Adorei, tens futuro.
Beijos de luz .

Henry Lopes disse...

como disse dona Jacila: Tens Futuro!

Jô disse...

muito tocante o poema, adorei mesmo
bjos

Anônimo disse...

Um Estado que já foi Governado por Estadistas como Júlio de Castlhos, Borges de Medeiros e Flores da Cunha, agora tem Yeda no Governo. Que horror! Claudiomar