quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Perto do Infinito

(Henry Lopes)

Sento-me em mais isolado banco,
da mais distante praça,
perdido nos mais profundos pensamentos,
da mais bela dama que o século XX já viu.

É neste banco que pela primeira vez,
em triste vida,
me vejo sóbrio e quase satisfeito,
por entender perto de tudo que realmente quis.

Penetrado em quimera me encontro,
mais confuso que já estive um dia,
fácil seria penetrar entre suas pernas,
difícil em seu real amor.

No banco isolado em distante praça
me perco em utopia e prazer.
Entendo agora que plenitude,
é apenas sonho humano.

sábado, 24 de outubro de 2009

Sapato Novo

Los Hermanos

(...) – bem, como vai você? levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar

poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena (2x)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Casa de Poucos

Guto Garcia

Nesse caminho que parece até fúnebre,
Nessas paredes frias,
Num quarto escuro, triste,
Isolado, sem sentido, num silêncio mortal.

Alguns gritos sem sentido, e só.
A solidão devora, a morte se deseja.
A carência se mostra em dura face,
Não se ignora não se deixa

Numa brisa fina, leve.
Parece isolar mais, se distância.
Aos poucos que se tem...
...parecem zumbis, sem mente e caóticos.

É displicente ao caminhar.
Não se quer pensar, apenas passar.
Quebrar a morbidez, mas sem procurar sentido.
Por não ter

sábado, 12 de setembro de 2009

Alguém Morreu

(Henry Lopes)

Vi o desespero bem diante de mim
-chamem o próximo esse já se foi
Vi uma família que perdeu alguém
-ela não pode ter morrido,
estava tão bem ontem
Hoje vi a morte de perto
-ela morreu, realmente se foi,
não consigo acreditar
Vi de perto, como é fácil morrer
-vamos ao seguinte, você está entregue
Vi corredores de gente a espera,
do fim sujo, sem valor
-este corredor da morte não para por ai
Hoje vi a morte, enquanto você ria da vida.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desordem.

Guto Garcia

No afago da noite molha seus pés quando fico olhando a imensidão escura do céu.
No silêncio das ruas, tramando coisas, fico parado esperando adormecer.
No tempo que passa em 15 e 15 minutos só posso esperar que passe mais 15.
Na distância que separa do refrigerante gelado esta um dedo da boca que se racha seca.

Nestes detalhes que se passam dias, se passam mês e se passam anos.
É desta forma que se espera a morte, que se passa a vida.
Não se pode fugir disso, das repetições, da inércia em movimento da mudança,
Também da incorrupta desordem.
Não conseguimos mudar, também não controlamos.

No final é só seguir e esperar que de tudo certo, fique tudo bem.
Mas é incrível a indisponibilidade disso ocorrer,
Nunca se escapa ileso da vida, ou da morte.
No fim é uma junção de erro e acerto despropositados.

Isso é a febre da vida, que não podemos curar de fato,
No Maximo minimiza, controlar os estragos, só os estragos.
Juntar os restos de ti mesmo e tentar seguir,
Ou respirar fundo e não crer no que ocorrer e dizer: como fiz isso?

E no fim, respeitar e obedecer a desordem da vida.

domingo, 23 de agosto de 2009

Antigo Provérbio da P*** Que Pariu

Nada realmente interessante tem seu real valor
Tudo que realmente não vale à pena tem um por que
Tudo que tem um motivo está perdido
Tudo que foi perdido poderia ter valor
Mesmo algo com valor pode ser negativo
Um ponto negativo tem sempre uma vantagem
Nem toda vantagem pode ser desfrutada
Jamais se desfruta o nada
Assim como tudo existe
O tudo vira nada no mundo da fantasia.

A verdade continua lá fora...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As vinte e três e 1.

Guto Garcia

Nas madrugadas frias de julho,
Sobre a influência de qualquer coisa,
Caído numa vala qualquer e pensando em qualquer coisa
No amanhecer qualquer de um dia que nem lembranças pequenas há,
Uma pessoa qualquer disse uma coisa que mudou minha vida inteira pelos últimos 2 minutos

Assim dizia um poeta bêbado qualquer de algum livro bobo.
Mas na realidade tudo isso é a mais pura verdade,
Pois, além disso, o que pode ser mais eterno do que 2 minutos?
Eu, bronco como sempre, chato e chateado com tudo já nem sei com que.
E no final do dia vejo o que serviu desse dia para alguma coisa,
Logo vejo que meu pai jogou dinheiro fora.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mentiras reais (Música)

Henry Lopes

São mais de quatrocentas duvidas
na minha cabeça
Tantas mil verdades
que jamais foram minhas

Apenas mentiras me restarão
Inundando qualquer vestígio de verdade
que venha a ressurgir
após o temporal em que entrei
Duvidas que levam a lugares
que nem mesmo o velho sábio encontraria

(REFRÃO)
Verdades falsas
após a chuva
Mentiras reais
me levam ao fim

E é no fim que me encontro
bem longe da paz
uma paz esperada
que é uma mentira

(REFRÃO)
Verdades falsas
após a chuva
Mentiras reais
me levam ao fim

Essa paz que não existe
sim é o meu fim

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Montanha Mágica/ Legião Urbana



Composição: Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá

Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora

Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é por incidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mais estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas

O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato:
O resto são escombros

Mas, é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia

Chega, vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol
Num copo d'água

domingo, 10 de maio de 2009

O Fantástico e inexplicável mundo de Fernanda

Augusto Garcia e Henry Lopes

Acabei de decidir que tudo
É sempre meio parecido
Promessas de uma volta no tempo
Mas no fim tudo giraria no mesmo lugar
Apenas imperfeições de verdades

Se pudesse transformava tudo em nuvens Azul claro,
Céu cor de rosa e as montanhas verde limão.
Os rios seriam de refrigerante de laranja
E a alface teria gosto de mel.

As pessoas seriam todas roxas e felizes.
As guerras seriam de travesseiros,
O chão seria feito de lençóis,
Beijos, brindes dados pelas mais belas moças, sem pudor.

Terremotos abraços forte de amor,
Os bêbados, psicólogos.
No final de cada dia uma festa para comemorar,
A noite seria um cobertor quente.

E por fim o fim de cada vida seria uma comemoração,
Sobre tudo de maravilhoso que naquela pessoa há.
Amor será livre e a moral resumo de tudo que disse.