Henry Lopes
São mais de quatrocentas duvidas
na minha cabeça
Tantas mil verdades
que jamais foram minhas
Apenas mentiras me restarão
Inundando qualquer vestígio de verdade
que venha a ressurgir
após o temporal em que entrei
Duvidas que levam a lugares
que nem mesmo o velho sábio encontraria
(REFRÃO)
Verdades falsas
após a chuva
Mentiras reais
me levam ao fim
E é no fim que me encontro
bem longe da paz
uma paz esperada
que é uma mentira
(REFRÃO)
Verdades falsas
após a chuva
Mentiras reais
me levam ao fim
Essa paz que não existe
sim é o meu fim
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
A Montanha Mágica/ Legião Urbana
Composição: Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá
Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal
Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora
Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é por incidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal
Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mais estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas
O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato:
O resto são escombros
Mas, é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
Chega, vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol
Num copo d'água
Domingo, 10 de Maio de 2009
O Fantástico e inexplicável mundo de Fernanda
Augusto Garcia e Henry Lopes
Acabei de decidir que tudo
É sempre meio parecido
Promessas de uma volta no tempo
Mas no fim tudo giraria no mesmo lugar
Apenas imperfeições de verdades
Se pudesse transformava tudo em nuvens Azul claro,
Céu cor de rosa e as montanhas verde limão.
Os rios seriam de refrigerante de laranja
E a alface teria gosto de mel.
As pessoas seriam todas roxas e felizes.
As guerras seriam de travesseiros,
O chão seria feito de lençóis,
Beijos, brindes dados pelas mais belas moças, sem pudor.
Terremotos abraços forte de amor,
Os bêbados, psicólogos.
No final de cada dia uma festa para comemorar,
A noite seria um cobertor quente.
E por fim o fim de cada vida seria uma comemoração,
Sobre tudo de maravilhoso que naquela pessoa há.
Amor será livre e a moral resumo de tudo que disse.
Acabei de decidir que tudo
É sempre meio parecido
Promessas de uma volta no tempo
Mas no fim tudo giraria no mesmo lugar
Apenas imperfeições de verdades
Se pudesse transformava tudo em nuvens Azul claro,
Céu cor de rosa e as montanhas verde limão.
Os rios seriam de refrigerante de laranja
E a alface teria gosto de mel.
As pessoas seriam todas roxas e felizes.
As guerras seriam de travesseiros,
O chão seria feito de lençóis,
Beijos, brindes dados pelas mais belas moças, sem pudor.
Terremotos abraços forte de amor,
Os bêbados, psicólogos.
No final de cada dia uma festa para comemorar,
A noite seria um cobertor quente.
E por fim o fim de cada vida seria uma comemoração,
Sobre tudo de maravilhoso que naquela pessoa há.
Amor será livre e a moral resumo de tudo que disse.
Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Duas Faces
Henry Lopes, Augusto Garcia
Já me ofereci como teu amigo e inimigo
Como ambos tu me aceitastes
Na paz e na guerra te acompanhei
No teu lado sempre me mantive
Com uma faca na mão ou um sorriso no rosto
Amor e ódio, dois lados da mesma moeda
Dois sentimentos da mesma mulher
A indecisão de querer te amar
Mas também a certeza de querer te matar
Sobre teu corpo na cama fico completo
Sobre teu cadáver no caixão fico sereno
Sendo o mesmo, sobre teus vermes ou sob nossas flores.
No beijo mais quente e mais rápido tapa.
Caindo em raiva sem consolo,
Sobre o consolo de suas pernas.
Minha mulher amada, meu motivo de raiva.
Santa virgem, traidora na cama.
És teu final, teus gritos no quarto.
Tu és vida, mesmo na morte.
Já me ofereci como teu amigo e inimigo
Como ambos tu me aceitastes
Na paz e na guerra te acompanhei
No teu lado sempre me mantive
Com uma faca na mão ou um sorriso no rosto
Amor e ódio, dois lados da mesma moeda
Dois sentimentos da mesma mulher
A indecisão de querer te amar
Mas também a certeza de querer te matar
Sobre teu corpo na cama fico completo
Sobre teu cadáver no caixão fico sereno
Sendo o mesmo, sobre teus vermes ou sob nossas flores.
No beijo mais quente e mais rápido tapa.
Caindo em raiva sem consolo,
Sobre o consolo de suas pernas.
Minha mulher amada, meu motivo de raiva.
Santa virgem, traidora na cama.
És teu final, teus gritos no quarto.
Tu és vida, mesmo na morte.
Domingo, 26 de Abril de 2009
Dança de borrachos.
Guto Garcia
Sobre o que poderia falar agora?
Alem de que bom é ficar dormindo, até tarde.
Bom é amar bem cedo!
Bom é nem saber o que fazer, mas fazendo tudo.
Bom é engordar feliz, morrer do nada, que pare o coração!
Alegre é beber vinho barato e cair.
E rir como se fosse feliz!
E agora o que fazer, rir?
Não creio mais na gramática e você?
Olha no olho e esquece o porquê.
E no fim, é só o fim!
Sobre o que poderia falar agora?
Alem de que bom é ficar dormindo, até tarde.
Bom é amar bem cedo!
Bom é nem saber o que fazer, mas fazendo tudo.
Bom é engordar feliz, morrer do nada, que pare o coração!
Alegre é beber vinho barato e cair.
E rir como se fosse feliz!
E agora o que fazer, rir?
Não creio mais na gramática e você?
Olha no olho e esquece o porquê.
E no fim, é só o fim!
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Evaporando
Fria, calma e muda
Ânsia o último sopro
De minha curta vida bela
Espera duradoura e melancólica
Desde o principio,
a contar do primeiro raio de luz
E daí meus minutos começarão a evaporar
Nada que valia realmente,
tem seu real valor
Nada assim já durou o suficiente
Mas quando vieres
E me deres bom motivo
Acompanharei-te eternamente
O que estarei fazendo
Com quem estarei
Quantos anos terei
Quantos terei aproveitado
Mas quando enfim for a hora
Venha com teu mais belo rosto
E nele um sorriso voraz
E a ti entregarei tudo, minha vida
Apenas a ti, minha e de mais ninguém
Minha morte.
Ânsia o último sopro
De minha curta vida bela
Espera duradoura e melancólica
Desde o principio,
a contar do primeiro raio de luz
E daí meus minutos começarão a evaporar
Nada que valia realmente,
tem seu real valor
Nada assim já durou o suficiente
Mas quando vieres
E me deres bom motivo
Acompanharei-te eternamente
O que estarei fazendo
Com quem estarei
Quantos anos terei
Quantos terei aproveitado
Mas quando enfim for a hora
Venha com teu mais belo rosto
E nele um sorriso voraz
E a ti entregarei tudo, minha vida
Apenas a ti, minha e de mais ninguém
Minha morte.
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Quimera
(Guto Garcia)
Hoje eu ando em vão nas ruas mais mortas que já andei.
Minha alma tola atoa saiu aérea sem parada, sem estrada.
Entre as tumbas desses mercenários.
Caíram pelas e graças a tortas pernas.
Amanhã é ilusão passageira,
E a ilusão é para os broncos e gananciosos.
Tais mortos pelo poder de nem sei o que...
Vamos curti, pois a noite é finita,
Mesmo se essa é durante o dia!
Hoje eu ando em vão nas ruas mais mortas que já andei.
Minha alma tola atoa saiu aérea sem parada, sem estrada.
Entre as tumbas desses mercenários.
Caíram pelas e graças a tortas pernas.
Amanhã é ilusão passageira,
E a ilusão é para os broncos e gananciosos.
Tais mortos pelo poder de nem sei o que...
Vamos curti, pois a noite é finita,
Mesmo se essa é durante o dia!
Elephant Gun (Arma De Caça)
Beirut
Composição: Ryan Condon; Zach Condon
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Eu esconderia meus sonhos debaixo da terra
Assim como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos à noite
Longe de casa, com armas de caça
Vamos abatê-los um por um
Nós vamos derrubá-lo, ele não foi encontrado, não está por aí
Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos os grandes animais
Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Que comece a temporada - abatamos os grandes animais
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através da noite, a noite toda, toda a noite
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
E ele rompe através do silêncio, tudo o que resta é que eu me esconda
Sábado, 28 de Março de 2009
Prazeres a um luar
A cidade toda dorme
Eu vago por ai sozinho
Sempre a procura de bares
Emoções que não existem por aqui
Prazeres fora do alcance da minha mão
Já são mais de três da manha
Ruas vazias, mas cheias de escuridão
No deserto urbano desta noite
Pelas casas sonos tranqüilos
Sem saber que tudo nunca dura o suficiente
Já é tão tarde que já vai amanhecer
A lua que entrega seu posto ao sol
É a mesma que brilhará pra um outro alguém
Que talvez saiba aproveitar melhor um belo luar.
Eu vago por ai sozinho
Sempre a procura de bares
Emoções que não existem por aqui
Prazeres fora do alcance da minha mão
Já são mais de três da manha
Ruas vazias, mas cheias de escuridão
No deserto urbano desta noite
Pelas casas sonos tranqüilos
Sem saber que tudo nunca dura o suficiente
Já é tão tarde que já vai amanhecer
A lua que entrega seu posto ao sol
É a mesma que brilhará pra um outro alguém
Que talvez saiba aproveitar melhor um belo luar.
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